Sem dúvida, o marketing e a comunicação estão mais humanizados, até mesmo no mercado imobiliário, e especialmente nas mídias sociais.
É comum ver profissionais e até sócios e diretores de escritórios de arquitetura, construtoras, incorporadoras e imobiliárias emprestando sua imagem pessoal e protagonizando conteúdos e anúncios.
Ainda assim, essa dúvida aparece com mais frequência nas consultorias e estruturações estratégicas de presença pública e digital para profissionais e empresas do setor.
Tanto para quem está iniciando um trabalho profissional e consistente, quanto para quem já tem uma operação estruturada.
Até que ponto faz sentido expor a própria imagem? Além disso, fortalece o negócio ou cria uma dependência? Ajuda a vender ou interfere na leitura de valor do que está sendo ofertado?
A resposta não é óbvia.
Aliás, na prática, depende muito menos de exposição e muito mais de como essa presença é construída.
Imagem pessoal e jornada de compra do imóvel
O processo de compra, seja de um imóvel ou de um serviço, é interpretativo.
Ou seja, o cliente observa, compara e valida discurso e vivência ao longo de toda a sua jornada.
Sendo assim, a figura da liderança passa a funcionar como um desses sinais. Ela comunica posicionamento, critério, repertório e nível de profissionalização do negócio.
Por isso, a imagem pessoal no mercado imobiliário não é neutra. Ao contrário, influencia a percepção de valor sobre a empresa, os imóveis e serviços que ela oferece.
O risco de usar a imagem pessoal no mercado imobiliário
Justamente por isso, é preciso planejar essa exposição de forma estratégica.
Aliás, antes de sair produzindo conteúdos, participando de eventos públicos e concedendo entrevistas à imprensa indiscriminadamente.
Sem direcionamento e intenção, essa exposição pessoal pode até gerar visibilidade. Entretanto, visibilidade, por si só, não cria valor.
Quando a imagem pessoal é utilizada sem critério, surgem algumas distorções:
- a comunicação começa a falar mais da pessoa do que do negócio
- o posicionamento pessoal não acompanha a estrutura da empresa
- a operação não sustenta a expectativa que foi criada
Logo, em vez de ser uma aliada para a construção de autoridade e reputação da marca corporativa, a imagem pessoal passa a ser um foco de geração de ruído.
Em alguns casos, até mesmo de desgaste e rejeição – ainda, um foco gerador de crise institucional.
O ponto de equilíbrio entre imagem pessoal e marca corporativa
Existe um espaço onde a imagem pessoal realmente potencializa o negócio. Mas ele não está no volume de conteúdo, nem na frequência de exposição.
Ele está na coerência.
Entre o que você comunica e o que a empresa entrega. O que você representa e o tipo de projeto que quer atrair. Entre a sua presença e a estratégia do negócio.
Afinal, o debate é para além de usar ou não a imagem pessoal para promover a sua empresa no mercado imobiliário.
É sobre entender como ela pode ser utilizada de forma estratégica para ajudar a transformar metas em resultados.
Em outras palavras, para que, quando e como usar, dentro do planejamento de marketing e comunicação.
Porque, num mercado onde o cliente interpreta cada detalhe, a forma como você se posiciona não só comunica valor. Ela também expõe o nível de estrutura de gestão.
E é essa leitura – técnica, objetiva e imparcial – que faz toda a diferença na aceitação e no resultado.